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Archive for the ‘Drogas’ Category

Heroína, metanfetamina, cocaína, maconha e os prejuízos para o seu organismo

Pra quem tem 40 minutinhos sobrando, vale a pena conferir esse vídeo da discovery. Muitas vezes as imagens ajudam a gente a entender melhor as coisas do que os textos, não é mesmo? Pois bem, vejamos como as drogas cocaína, heroína, maconha e metanfetamina interferem na capacidade de dirigir um carro, na atenção, na capacidade de sobrevivência perante condições de emergência, teste de força, e outras complicações.

[youtube:http://www.youtube.com/watch?v=qatkbKFPfvc%5D

 

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Ecstasy: velho método para, literalmente, fritar os seus neurônios

raveCaro leitor, o tema de hoje é bem simples: “como fritar os seus neurônios”. E ele é simples porque basta algumas “pitadas” de ecstasy, e você já vai ter vários dos seus neurônios torrados, e mortos.

As primeiras grandes descobertas surgiram após o começo do uso crônico dessa droga, que começou em festas raves na década de 90. Nessas festas é comum as pessoas consumirem várias doses seguidas na mesma noite. George Ricaurte, um pesquisador da Universidade de Johns Hopkins nos EUA, resolveu mimetizar uma festa rave para um grupo de 5 macacos. George e seus colaboradores administraram nos macacos 3 doses seguidas de ecstasy de 3 em 3 horas. Só pra deixar claro que a quantidade e a dosagem usada é mais baixa do que seres humanos geralmente ingerem.

Assim como ocorre nas festas, o pesquisador obteve 3 resultados. Um dos macacos ficou tão retardado, se é que os caros leitores me entendem, que teve que parar de ingerir a droga após a segunda dose. Outro macaco desenvolveu hipertermia maligna (febre acima de 42°C !!!!) e morreu antes da terceira dose. Aqui cabe lembrar que um dos efeitos da droga dentro do sistema nervoso central é interromper a região cerebral que controla a temperatura corpórea. Assim sendo, a temperatura do corpo todo (inclusive do cérebro), aumenta muito. Esse aumento na temperatura do cérebro é totalmente prejudicial para os neurônios, pois isso atrapalha a transmissão dos impulsos nervosos.

O último resultado foi a sobrevivência de 3 macacos à todas as doses, assim como acontecem com alguns festeiros mais fortes frequentadores das raves. Porém, querido leitor, os pesquisadores foram analisar o cérebro desses macacos duas semanas após o consumo da droga. Eles compararam esses cérebros com cérebros de macacos saudáveis e descobriram que houve uma redução grande nos níveis do hormônio serotonina nos cérebros dos drogados. Além disso, houve redução de 70% da dopamina que é encontrada em uma região cerebral responsável pelo controle dos nossos movimentos. E é essa a mesma região afetada na doença Mal de Parkinson, ou seja, os usuários ainda podem ficar predispostos a desenvolver a doença por conta do uso abusivo da droga.

Ou seja, você tem neurônios torrados e ainda de quebra ganha uma predisposição para desenvolver uma doença neurodegenerativa, que vai matar ainda mais as suas pobres células neuronais…

Grande abraço!

Fonte: Sexo, Drogas, Rock’n’Roll & Chocolate – O cérebro e os prazeres da vida cotidiana, de Suzana Herculano-Houzel

Ler mais sobre drogas:

https://misteriosdocerebro.wordpress.com/category/drogas/ e https://misteriosdocerebro.wordpress.com/category/vicios/

 

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Energéticos e álcool: efeitos contraditórios do sistema nervoso

Os energéticos hoje em dia são muito consumidos nas baladas por jovens e adultos, e nos fazem ter a sensação de pique e agitação. Isso acontece porque ele contém substâncias estimulantes, como a cafeína, taurina e glucoronolactona. Essas substâncias potencializam a resposta do cérebro perante os estímulos, nos deixando mais agitados. Eles também aumentam a frequência cardíaca e a temperatura do corpo. Esse efeito pode permanecer por horas. Mas precisamos tomar muito cuidado, pois depois de ter passado o efeito nos sentimos mais cansados e indispostos do que antes de tomar o energético. Os nossos músculos ficam muito “cansados”.

A Taurina é um aminoácido que está presente no cérebro em altas concentrações e está relacionada a diversas funções na transmissão das informações cerebrais. A cafeína está presente nos chás, café, cacau e guaraná. Em doses adequadas, ela facilita o raciocínio, melhora a atenção, diminui a fadiga. No entanto, em altas doses pode diminuir a sensibilidade a insulina, aumentar os níveis da pressão sanguínea e está associada a fortes dores de cabeça.

O álcool é um depressor do sistema nervoso central, retardando as respostas do cérebro aos estímulos. Por isso que a pessoa fica mais lerda, possui incoordenação motora, distúrbios de fala, sonolência, ou até mesmo coma dependendo da quantidade de álcool ingerida. Ele age inibindo, entre outras regiões, neurônios do cerebelo e do córtex pré frontal. O cerebelo é uma estrutura relacionada à coordenação dos nossos movimentos, se os neurônios forem inibidos, perdemos a capacidade de coordenação. Por isso vemos nossos amiguinhos bêbados cambaleando por aí. O córtex pré-frontal é um potencial inibidor de outras regiões do cérebro, e é ele que “nos deixa comportado”. Se o córtex pré-frontal está normal, teremos comportamentos mais  recatados perante a sociedade. Quando ingerimos o álcool  os neurônios desta região ficam inibidos, fazendo com que outras partes do nosso cérebro sejam então ativadas e é esse o mecanismo pelo qual nos deixa mais desinibidos e com comportamentos extravagantes. 

Quando os dois compenentes são injeridos juntos (energéticos e álcool), a pessoa fica mais agitada e acelerada por causa do energético e  menos destemida por causa do álcool, combinação essa que muitas vezes pode não dar certo, não é mesmo? Os energéticos aumentam a sensação de prazer proporcionada pelo álcool. Só que também diminuem a percepção do estado de embriaguez. Essa combinação faz com que o organismo da pessoa receba dois estímulos de efeitos contrários, o que pode causar sérios danos para a integridade dos nossos sistemas.

Além disso, vale lembrar que os dois líquidos são altamente diuréticos, e se não houver a hidratação adequada depois da ingestão deles, ficamos com carência de água no nosso organismo. Uma das muitas consequências que essa desidratação pode causar, é diminuir a quantidade de líquido no nosso sistema nervoso, o que causa mudança na pressão intracraniana, e pode causar a famosa “dor de cabeça da ressaca”.

É preciso tomar muito cuidado com a ingestão de energéticos pois assim como os outros estimulantes químicos (cafeína, drogas) pode viciar e a pessoa precisará de uma dose ainda maior para obter o mesmo efeito. O que pode ser mais prejudicial ainda para a saúde.

Mas, como tudo nessa vida, isso é uma questão de dose! Uma ou duas latas por semana não tem problema. As vezes precisamos estar mais atentos e dispertos em certos momentos de nossas vidas, e não é este tipo de consumo que irá fazer mal. Mas cuidado com as doses elevadas.

Só de curiosidade:

1 LATA DE 250 ML DE ENERGÉTICO EQUIVALE A:
50 ml de café
200 ml de chá preto
600 ml de Coca-Cola

 

graaaande abraaço!

 

Mais informações aqui, aqui e aqui.

 

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Drogas nas sinapses

Para quem quer saber um pouco mais sobre o mecanismos de ação de algumas drogas no sistema nervoso central, segue abaixo um link interativo:

http://learn.genetics.utah.edu/content/addiction/drugs/mouse.html

 

 

 

Abraço

Drogas no Sistema Nervoso Central de fetos – Álcool

“O consumo de bebidas alcóolicas durante a gravidez pode ter consequências devastadoras. Estudos miscroscópicos de cérebros fetais mostram que o álcool causa uma defeituosa migração celular. Quando iniciam sua viagem, os neurônios não sabem quando parar, não encontram seus destinos adequados e o mais frequente é que morram.”

E aí? Se os neurônios não sabem onde vão parar, não sabem onde fazer as sinapses teremos um monte de conexões aberrantes, ou nem teremos conexões. E as consequências disso?

“O resultado é que os cérebros de bebês cujas mães bebem com regularidade são frequentemente pequenos, contraídos e malformados, com uma densidade de neurônios inferior. Esses bebês portadores das síndrome alcóolica fetal (SAF) têm baixos escores de QI na infância e sérias deficiências de leitura e matemática pela época que chegam ao ensino médio e à idade adulta, bem como um comportamente desajustado, hiperatividade e depressão. ”

Mais um trecho tirado do grande “O Cérebro – um guia para o usuário” de John Ratey.

Outras características da doença são: baixo peso ao nascer; perímetro cranial menor que o normal; atraso do crescimento e do desenvolvimento; anomalias no coração, no rosto e em outros órgãos; epilepsia; problemas de coordenação e de motricidade fina; poucas habilidades sociais; falta de imaginação ou de curiosidade; problemas de aprendizagem emocionais ou de comportamento; pouca memória e concentração.

E então por que será que mulheres bebem? Só pode ser por falta de informação! Divulguem!

 

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Drogas no Sistema Nervoso Central do feto – Nicotina

“Milhões de neurônios percorrem distâncias surpreendentes, o equivalente a uma jornada de Nova Iorque a São Francisco. Onde eles se instalam, ajudam a determinar o nosso comportamento, talentos, fraquezas e espertezas individuais, assim como a qualidade dos nossos processos de pensamento. Se os neurônios se desencaminham durante suas longas viagens, podem resultar daí distúrbios e anomalias do desenvolvimento, razão pela qual é tão importante que uma mulher grávida não ingira substâncias nocivas: uma determinada substância química no cérebro, num momento crítico, levará os neurônios pelo caminho errado numa bifurcação ou, simplesmente, deterá o processo e causará o caos. Ácool, nicotina, drogas e toxinas, infecções como rubéola, e a falta de certos nutrientes, como o ácido fólico, podem interrromper a migração. (…)

Apesar das advertências, 20 a 25% das mulheres grávidas ainda fumam. (…)

O fumo aumenta de modo considerável o risco de que um bebê nasça prematuro e com excessivamente pouco peso. O risco de aborto espontâneo é 1,7 vez maior para mães fumantes em relação às que não fumam. O risco de anormalidades congênitas é 2,4 vezes superior. As pesquisas também mostram haver uma incidência 50% maior de retardamento mental entre as crianças cujas mães fumaram durante a gravidez e que, quanto mais uma mulher fumou quando grávida, maiores são as probabilidades de retardamento. De suma importância, os filhos de mulheres fumantes mostraram ser portadores de distúrbios de déficit de atenção (DDA) que são o triplo da faixa eperada para a idade cronológica a que eles pertencem, e de muito conhecida redução de peso ao nascer que se pensa ter grande efeito sobre o desenvolvimento do cérebro. (…) As pesquisas indicam que, de fato, a nicotina concentra-se no feto, expondo-o a um nível da droga até superior ao registrado na mãe.

A teoria dominante sobre o modo como a nicotina afeta o desenvolvimento do cérebro do feto diz que a droga interfere na migração natural de neurônios, suas conexões e seu desbaste apropriado durante o desenvoilvimento fetal, embora um ligação direta não tenha sido ainda comprovada. Também existem provas ediventes de que a nicotina pode desorganizar o sistema dopamina, interferindo no efeito modulador que a dopamina exerce sobre o desenvolvimento do cérebro.”

Fonte: Livro “O cérebro – um guia para o usuário” de Dr. John J. Ratey.

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