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Archive for the ‘Neuroengenharia’ Category

Copa do mundo x Neurociência: pra quem você está torcendo?

brain2Bem, muitos de vocês já devem ter ouvido falar do neurocientista Miguel Nicolelis. Ele é médico, formado pela USP Ribeirão Preto, fez doutorado na mesma universidade  e pós-doutorado na Hahnemann University, Estados Unidos. Atualmente ele é pesquisador da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, Estados Unidos mas possui parcerias com diversas universidades e institutos de pesquisa do mundo todo, inclusive no Brasil.photo

A sua história acadêmica pode ser melhor contada por ele mesmo no livro “Muito Além do nosso Eu” produzido pela Companhia das Letras em 2011. Diga-se de passagem, um livro super inspirador e motivador para todos nós pesquisadores.

Basicamente, ele tenta, há vários anos, desenvolver um esqueleto robótico em que a pessoa usa como se fosse uma roupa (exoesqueleto), e que possibilitará um paraplégico andar novamente. O projeto tem o nome de “Walk Again Project” (Projeto Andar de Novo). Várias outras tecnologias que envolvem também a interface cérebro-máquina já existem para quem tem dificuldades de movimentação em decorrência de acidentes ou doenças, no entanto, o pesquisador tem um certo diferencial. O aparelho que ele desenvolve tem por finalidade responder aos comandos cerebrais do paciente debilitado, de modo que a máquina possa fazer os movimentos de acordo com a força do pensamento. Não apenas isso, mas o paciente também recebe informações sensoriais da máquina, que o informa, por exemplo, como é a superfície de um gramado em um campo de futebol. Dessa maneira, a pessoa tem maior controle dos movimentos com o robô pois sentirá se o chão é liso, áspero, curvo, e assim por diante.

O que isso tem a ver com a Copa? Bem, Miguel Nicolelis participará da abertura da Copa do Mundo (dia 12/06 quinta-feira) fazendo uma demonstração ao vivo de como funciona o exoesqueleto em um paciente paraplégico. Todos ansiosos para essa abertura? Garanto que sim!

Abaixo segue uma breve reportagem feita há algum tempo para a Copa:

 

Miguel Nicolelis tem uma página nas redes sociais que pode ser acessada aqui na qual ele disponibiliza vídeos quase que diários e atualiza os seus seguidores sobre os treinamentos com os jovens paraplégicos. A sua última postagem sobre o assunto foi “Exo BRA-Santos Dumont 1 (nome do robô) controlado por um dos nossos voluntários, completa com total sucesso testes no gramado onde será realizada a abertura da Copa do Mundo.”

Apesar de alguns pesquisadores ainda discordarem de tais achados científicos, os caros leitores poderão ter as suas devidas opiniões formadas lendo e se atualizando das conquistas de Nicolelis pelos sites dos institutos vinculados ao projeto, livros do pesquisador e artigos científicos publicados pelo grupo. Claro que o avanço para a medicina, e para a melhoria das condições de vida de um paciente com tais necessidades são inquestionáveis. O Mistérios apoia essa ideia, Dr. Nicolelis!

E aí, pra quem você vai torcer nessa Copa? O Mistérios está torcendo para que a neurociência consiga realizar todos os gols necessários para a vitória!!!!!!!

Bora torcermos juntos?

Exoesqueleto quase pronto! Walk Again Project

exoesqueleto1O pesquisador brasileiro Miguel Nicolelis divulgou essa semana as primeiras fotos do exoesqueleto robótico que vai ajudar pessoas paraplégicas voltarem a andar. O robô é capaz de realizar movimentos que são controlados apenas pela “força do pensamento”. O projeto tem o nome de Walk Again Project (Projeto Andar de Novo) e é desenvolvido na Universidade de Duke, EUA, em parceria com outras universidades e institutos, incluindo o Instituto International de Neurociência de Natal (IINN-ELS), e outras instituições de São Paulo, Alemanha e Suíça.

Maiores informações sobre essa notícia são encontrados aqui.

Para quem quer conferir mais sobre esse projeto, existem vários videos disponíveis no youtube. Anteriormente já divulguei um pouco sobre o projeto, confiram aqui.

 

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O que é Neurociência Computacional?

O cérebro do rato robô e sua importância clínica

Há algum tempo atrás coloquei um post que era dos mesmos pesquisadores, mas agora com um pouco mais de aprofundamento no assunto e com mais estudos sobre o benefícios da técnica.

Este gracioso rato foi “criado” no laboratório de famoso neucientista John Chapin, na escola de medicina da Universidade Estadual de Nova York, no Brooklyn. O que esse rato tem de diferente dos outros é que os pesquisadores conseguem controlar alguns de seus movimentos. John e colaboradores usara, sinais elétricos para instruir o rato em que direção ele deveria caminhar para vencer um labirinto qualquer.

Para conseguir tal proeza, ele um implantou um microeletrodo para a estimulação de uma região cortical chamada de córtex somestésico primário direito e esquerdo. Além dessa região, outra também recebeu um outro microeletrodo, era a região chamada de feixe medial do forebrain (MFB), região esta que que quando estimulada gera sensações muito prazerosas. O rato ainda leva um pequena mochila que contem o equipamento necessário para receber os sinais de rádio e direcionar pequenos pulsos elétricos para qualquer um dos implantes feito no seu cérebro.

O grande segredo disso tudo estava na sequência temporal de como ele mandava esses sinais. Ele descobriu que o animal poderia associar um pulso no córtex somestésico direito com a instrução para virar a direita, enquando que o pulso elétrico gerado no córtex somestésico esquerdo informava da necessidade de sair pela esquerda. O rato aprendeu os comandos rapidamente pois cada vez que ele seguia as instruções corretamente ele recebia um único pulso elétrico diretamente no seu MFB, gerando uma sensação prazerosa. Esses detalhes podem ser vistos no vídeo abaixo, quando mostra o rapaz apertando ora o lado direito (right) e depois o MFB, ora o lado esquerdo (left) e novamente o MFB depois.

O resultado disso tudo, vocês podem conferir no vídeo! O rato consegue perfeitamente andar em um labirinto sendo controlado apenas por este dispositivo. O vídeo também mostra experimentos posteriores de outros caminhos que o rato pode fazer, e que se o fizer correto poderá ganhar uma recompensa, que é o pulso elétrico na região cerebral que lhe dá prazer.

Essas pesquisas estão sendo muito importantes para o desenvolvimento de interfaces cérebro máquinas para que num futuro, isso seja aplicado a nossa medicina. Podemos ver também um outro experimento em que o rapaz consegue controlar o cursor de um computador apenas com a força do pensamento. Melhor que isso, ele consegue informar a mão robótica se ela deverá se abrir ou fechar, apenas pensando!!!!!!!!! Isso é fabuloso!

Vocês não podem deixar de conferir:

Fonte: “Muito Além do Nosso Eu” de Miguel Nicolelis

 

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Aos queridos leitores deste blog

Queridos leitores, veio por meio deste post esclarecer alguns sentimentos meus. O blog foi criado para divulgar pesquisas, fatos ocorridos, curiosidades, mitos, histórias, relatos, figuras, vídeos, ou qualquer coisa relacionada ao assunto Sistema Nervoso. Sempre aceito sugestões, fico contente quando solicitam algum tipo de post e sou muito agradecida a todos àqueles que ajudam a divulgar este trabalho!

A minha intenção com isso são duas:

  1. Divulgar trabalhos científicos e notícias de um modo mais acessível a toda a população. Desse modo, um artigo científico que para muitos pode ser complicado de entender, pode ser fácil de entender aqui. Ou ainda, um artigo científico que precisa ser comprado para poder ler, posso disponibilizar um fonte aqui. Ou ainda, posso reunir informações de vários sites e fazer um resumo de modo a facilitar o que estamos procurando. Ou ainda, posso contar trechos de livros de modo a instigar a curiosidade do leitor, e quem sabe não fazer uma boa propaganda dele. Posso divulgar pesquisas inéditas as quais tenho acesso. E muito mais.
  2. Aprender. Para mim, escrever de um modo a fazer com que todas as pessoas entendam, é a melhor forma de estudar.

Jamais me incomodei com o fato de que as notícias aqui fossem divulgadas em outros sites, blogs, etc. Mesmo porque eu sempre copio matérias de outros sites neste blog também. Muito pelo contrário, sou é muito a favor! Vamos divulgar essas pesquisas! Eu só gostaria de pedir, encarecidamente, para que os leitores que o fizerem, por favor, que façam a referência a este humilde blog. De fato isso sempre acontece, mas algumas raras vezes não. Copiar um texto, sem colocar a fonte dele, ou podemos considerar que foi a pessoa mesmo que escreveu até que ninguém descubra, ou que isso foi um plágio. O trabalho que aqui é gerado, não é simplesmente um cópia de uma frase de qualquer site que se encontre na internet. É fonte de pesquisas, de estudos, experiências de vida. Gostaria que este blog, que é de todos os leitores, fosse mencionado toda vez que uma notícia saísse daqui para ir em outra página. É uma maneira muito simples e correta, e ajuda a divulgar este projeto que um dia pode se tornar muito maior.

Novamente obrigada a todos os leitores, obrigada enormemente pelo auxílio na divulgação! Contente pelas discussões geradas até o momento, e na esperança de ter ajudado a muitas pessoas e de poder ajudar muitas mais no futuro!

 

Graaande abraço, e boa leitura!

Categorias:Neuroengenharia

Brain driver!

Mais uma das maravilhas da neuroengenharia!

 

 

 

Interface cérebro máquina, o futuro é agora!

Palestra dada pelo prof. Miguel Nicolelis.

Parece que os filmes de ficção científica já não são mais tão ficção assim, não é mesmo?

Prepare a pipoca, o guaraná e bora assistir!

FABULOSO!

http://www.youtube.com/watch?v=oWw6n2JuTDI

 

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Restauração de movimentos em animais com doença de Parkinson.

A doença de Parkinson é causada por uma disfunção em neurônios dopaminérgicos do nosso cérebro que resulta em uma falta de dopamina no nosso Sistema Nervoso Central. O principal tratamento hoje ainda é a administração de precursores de dopamina (L-dopa). Outros tratamentos são usados, como a estimulação elétrica do gânglio basal (Deep Brain Stimulation – DBS), o que pode ser um tratamento para sintomas motores. No entanto, para ocorrer essa estimulação, o paciente sofre uma cirurgia muito invasiva e ela necessita de uma precisão muito grande devido as estruturas muito pequenas do cérebro. Além disso, o marcasso usado para gerar os impulsos elétricos precisa ser trocado de vários em vários anos.

Algumas estratégias menos invasivas estão sendo testadas, principalmente em pacientes com epilepsia. Os pesquisadores estimularam nervos periféricos de pacientes epilépticos e com isso conseguiram diminuir frequencias baixas aberrantes na atividade neuronal, reduzindo o tempo de ataque epiléptico. O que descobriram agora é que pacientes com doença de Parkinson possuem frequencias baixas aberrantes nas oscilações neuronais também, assim como os pacientes com epilepsia. Sendo assim, porque não estimular o sistema nervoso periférico dos parkisonianos?

Miguel Nicolelis e seu orientando de pós-doutorado Romulo Fuentes, simularam a doença em camundongos, que tiveram a sua função locomotora bastante prejudicada.  Nesses animais, o pesquisador provocou um estímulo na região dorsal da coluna através de eletrodos instalados na medula espinal.
O pesquisador conseguiu estimular áreas do cérebro que permitiram os animais iniciar os movimentos, diminuindo os estados de bradicinesia. Além disso, animais que receberam estimulação na medula juntamente com o tratamento com L-dopa conseguiram se locomover mais do que os animais que só receberam o tratamento com L-dopa.

O estímulo de vias aferentes da medula é responsável por estimuar vias talâmicas e corticais que enviam sinais para a região dos neurônios afetados pela doença, permitindo assim que os animais recuperem em parte os seus movimentos.

Os próximos passos agora é estar esse tratamento em modelos primatas antes de chegar aos seres humanos. Estaremos todos na torcida!

Para quem quiser saber mais baixe aqui o artigo.

 

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Ratinhos controlados por controles remotos

Já pensou tem um animal de estimação que vai sempre para onde você quer? Indicar o local de fazer as necessidades seria bem interessante…

Pesquisadores da Universidade de Nova York desenvolveram um dispositivo capaz de mandar sinais elétricos para certas regiões do cérebro de ratos controlando os movimentos deles.

Confiram:

 

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Enxergando com a língua

Talvez a pesquisa não seja tão nova assim, mas vale a pena conferir!

Os cientistas criaram uma engenhoca  capaz de converter os sinais luminosos em sinais elétricos. Esses sinais elétricos são enviados ao córtex cerebral por fibras nervosas que saem da língua. Esses sinais que chegam ao córtex são direcionados para  região visual e então a pessoa cega aprende a enxergar.

Contra: tecnologia muito cara ainda.

 

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