Archive

Archive for the ‘Olfato’ Category

Você sabia?

photoVocê sabia que os humanos são capazes de distinguir mais de 10 mil odores, detectados por neurônios olfativos especializados na mucosa nasal? É muito cheiro, não?

 

Fonte: Alberts et al., Biologia Molecular da célula. Artmed, 2004.

 

Se você gostou do que leu, compartilhe 😉

Categorias:Olfato Tags:, , , ,

Feromônios, comportamentos, aromaterapia

Bom, não vim aqui descrever o que é um feromônio, mesmo porque eu acho que eu mesma ainda não entendi muito bem o que é, mas vou comentar um pouco mais sobre eles.

O nosso sistema olfativo, é capaz de reconhecer cheiros desde quando somos ainda muito pequenos, com destaque para aqueles que sinalizam perigo como alimentos putrefatos. Somos capazes de reconhecer até 10.000 odores, imaginam o que significa isso? Eu não. Isso não quer dizer que temos dez mil receptores olfativos nas nossas narinas. O que acontece é que cada vez que sentimos um cheiro, ocorre uma descarga elétrica nos neurônios que começa a fixar-se num padrão característico. Se um novo cheiro é introduzido, nova descarga é gerada. Se o cheiro anterior é reintroduzido, nova descarga é gerada. Percebe-se assim que nunca teremos uma descarga igual a outra, mesmo que o cheiro seja  o mesmo. Ainda faltam muitos estudos para entender o que porquê disso.

Acontece, caro leitor, que esses sinais elétricos podem atingir o nosso Sistema Límbico, mais especificamente uma estrutura chamada Amígdala. Este sistema, contém centros de prazer do cérebro, os quais podem então ser ativados por cheiros específicos, odores para alimentação ou sexo. Logo, ele pode estabelecer um elo entro os comportamentos intencionais e recompensas, fazendo com que uma pessoa ser esforce para conseguir um parceiro sexual ou uma boa refeição. O centro de recompensas é fundamental para aprendizagem e fornece motivação para realizar alguma coisa ou sensação de satisfação por tê-la realizado. Oras, isso explica então porque a gente consegue, as vezes, ultrapassar os limites fisiológicos do corpo humano para poder ganhar um chocolate, ou um beijo.

Muitas espécies usam os feromônios para se comunicar, acasalar, alimentar, fugir, proteger a prole, entre outras coisas. No mundo animal, os feromônios podem ser detectados em quantidades extremamente pequenas e a grandes distâncias. Por exemplo, antes do acasalamento, a fêmea do bicho-da-seda libera 0,01 milionésimo de um grama de bombicol químico, suficiente para atrair um bilhão de machos a uma distância de até 3 quilômetros! Garotas, se imaginem nessa condição de harém !!!

Ainda é controverso se os seres humanos conseguem se comunicar por feromônios ou não, mas eles estão presentes em todos os fluidos corporais. A nossa capacidade para se comunicar com eles é ainda misteriosa e precisa de mais estudos na área. Um fenômeno ligado a isso é a sincronia menstrual. As mulheres já devem ter reparado nisso ou pelo menos ouvido falar que os ciclos mentruais são influenciados pela presença de outras mulheres. Sendo assim, mulheres que moram muito tempo juntas, amigas ou familiares, possuem ciclos com uma diferença de no máximo 2 dias entre elas. Alguns estudos ainda mostraram que quando o suor de uma dessas mulheres era esfregado nos lábios superiores de outras mulheres, os ciclos delas ficavam sincronizados. Bizarro, não? Isso talvez não ocorra com tanta frequencia hoje por causa do uso das pílulas anticoncepcionais. O que acontece também é que os seres humanos ‘camuflam’ muito os seus odores com muitas roupas, perfumes, cremes, sabonetes, entre outros.

Existe hoje uma prática chamada de aromaterapia. Ela consiste em estimular os receptores olfativos com diversos odores que poderiam gerar uma resposta emocional imediata, como proporcionar relaxamento, ajudar a dormir, influenciar os hábitos alimentares, aliviar o estresse. Para testar ainda se o cheiro pode interferir em algum tipo de comportamento, pesquisadores comprovam que crianças que frequentavam escolas am áreas com persistente poluição atmosférica, eram mais agressisvas, indicando que o cheiro pode estar interferindo neste comportamento de agressividade.

Um bom exemplo dessa prática da aromaterapia são alguns odores de extratos de plantas que fazem com que o cérebro libere encefalina, fragmentos de proteína com grandes afinidades com a morfina, e que estão presentes naturalmente nas células do tronco cerebral e na medula espinal. A sua liberação reduz a dor e cria uma sensação de bem-estar. Há ainda outros odores que auxiliam na liberação de endorfina, que pode intensificar a excitação sexual. Epa, então aqueles perfumes de feromônios não eram enganação? Para falar a verdade, caro leitor, esses perfumes tem algum embasamento científico para existirem, só resta saber qual realmente foi criado com base nisso e não simplesmente em uma fragância qualquer.

Bora cheirar, pessoal!

 

Fonte: “O cérebro – um guia para o usuário” de John Ratey.

 

Se você gostou do que leu, compartilhe 😉