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Archive for the ‘Aprendizado’ Category

Escrever à mão ajuda a memorizar mais

escrever à mãoPois é, existe pesquisa pra tudo certo? Pesquisadores dos Estados Unidos publicaram este ano um artigo que mostrou que a escrita à mão ajuda a memorizar mais o conteúdo do que anotações feitas a partir de um laptop. No estudo intitulado “A caneta é mais poderosa que o teclado“, pesquisadores aplicaram um teste para estudantes que assistiram aula fazendo anotações em um computador ou anotações à mão em um caderno. Concluíram que os alunos que fizeram anotações no computador, literalmente transcreveram a palestra, e tiveram pior desempenho em testes com questões conceituais. Por outro lado, alunos que fizeram anotações à mão processaram melhor as informações pois escreveram a aula com suas próprias palavras, o que desencadeou uma melhora no questionário.

E agora, José? Vamos tirar os laptops e tablets das salas de aula? Será que isso é uma questão a ser levada em conta nas escolas e universidades?

 

Fonte:

Pam A. Mueller and Daniel M. Oppenheimer. The Pen Is Mightier Than the Keyboard – Advantages of Longhand Over Laptop Note Taking. Psychological Science, 2014.

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A importante memória de erros

errors-memorySabe aquela frase “a gente só aprende mesmo quando erra”? Pois bem, a gente já até sabia disso, mas agora ela foi comprovada cientificamente (porque para cientistas tudo precisa ser comprovado cientificamente).

Há muito tempo se pensou que quando estamos aprendendo algum comando motor novo (por exemplo: andar de bicileta, dirigir carro, dançar, etc), o nosso cérebro retoma os comandos que já foram aprendidos de uma maneira a reforçar o aprendizado anterior, consolidando assim o aprendizado da nova atividade. No entanto, os pesquisadores da Universidadade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, demonstraram que quando nos tornamos melhor em desempenhar uma atividade nova, é, principalmente, pelo fato de que o nosso cérebro reconhece os erros experienciados anteriormente, e não os acertos. Sim, temos espaço no cérebro onde ficam armazenados as lembranças dos erros anteriores! E essa memória foi então chamada de memória de erros.

Pois bem, aprendi tanto com os meus erros que acho que vou cometer mais alguns! 🙂

Um abraço

Fonte:

Herzfeld et al. A memory of errors in sensorimotor learning. Science, 2014.

 

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Os benefícios de ser binlíngue

2013-08-08 13.28.59Voce sabia que as pessoas bilíngues são mais inteligentes? Essas pessoas tem algumas habilidades cognitivas melhoradas além de sofrerem menos com doenças neurodegenerativas como as demências.

Alguns pesquisadores sugerem que no dia a dia os dois sistemas de linguagem se ativam mesmo quando a pessoa está usando apenas um deles, fazendo com que um sistema prevaleça sobre o outro. Isso faz com que o cérebro tenha que se decidir qual sistema é melhor usar em cada situação, o que pode contribuir para que ele fortaleça as sinapses dentro do cérebro.

Além disso, os bilíngues se saem melhor solucionando certos tipos de jogos quebra-cabeças. Isso se deve ao fato de que a experiência de conseguir falar duas línguas fluentemente melhora um sistema importantíssimo do nosso cérebro, que é o sistema que comanda e direciona a nossa atenção para para o planejamento e resolução de problemas. Em outras palavras, ajuda a gente a ignorar fontes de distração nos mantendo mais focado no que estamos fazendo. E se por algum acaso precisamos mudar o nosso foco de atenção de uma determinada tarefa para outra, ainda sim esse sistema nos ajuda a manter as diferentes informações em mente (como, por ex, relembrar uma sequência de direções para chegar até um certo endereço enquanto estamos dirigindo – ok talvez isso já não seja mais muito relevante visto a invenção do GPS mas vocês me entenderam).

Em um estudo feito em 2009 em uma universidade da Itália, bebês de 7 meses de idade de 2 grupos foram comparados entre si. Em um dos outros os bebês foram criados sendo expostos a duas línguas desde o seu nascimento. No segundo grupo, os bebês foram expostos a apenas uma.

Em um primeiro teste, as crianças ouviram um áudio e depois de ouvir esse áudio de repente um fantoche aparecia no canto esquerdo de uma tela. Sendo assim, ambos os grupos de bebês aprenderam a tocar o lado esquerdo da tela mesmo antes de o fantoche aparecer nela em testes posteriores. Já no segundo experimento, apos o áudio o fantoche aparecia no lado direito da tela. O que aconteceu foi que os bebês expostos ao ambiente bilíngue aprenderam mais rapidamente a tocar o lado direito da tela antes dos próximos áudios. Enquanto que os outros bebês demoraram mais para se acostumar com a ideia de que o fantoche iria aparecer no lado direito da tela.

Mas, se você já não é tão jovem assim, e pensa que não pode mais aprender uma outra língua, está muito enganado! Você pode sim, e deve! Pois essas melhoras acontecem também no cérebro mais adulto, ou até mesmo mais idoso.

Isso porque um outro teste foi feito, e aqueles adultos com um nível maior de bilingualismo possuíam maior resistência para desenvolver certos tipos de demência, como o Mal de Alzheimer. Quanto maior era o nível de bilingualismo, mais tarde os sintomas apareceram.

So, let’s study!

Li aqui.

 

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Métodos para melhorar o aprendizado

Será existe mesmo uma fórmula mágica para a gente conseguir se concentrar nos estudos e se sair melhor nos testes? Um grupo de pesquisadores estudou alguns hábitos e comprovou que quando alternamos os locais por onde estudamos aumentamos a quantidade de informação que fica retida na nossa memória. E isso vale para qualquer idade. Sendo assim, é interessante que as pessoas sempre troquem de lugar, ora no quarto, ora na sala, no jardim, nas mesas lá fora, na biblioteca, etc.

Uma explicação para isso seria porque o cérebro é capaz de fazer sutis associações ente o que está estudando e as sensações externas, mesmo que isso não se torne consciente. Quando ele é colocado em situações nas quais ele precisa fazer mais associações (como por exemplo trocar de lugares) pode dar maior relevância neural para aquela informação associada.

Outro ponto importante também é variar o tipo de material que se está estudando. Um bom exemplo disso são os cursos de idiomas, que usam material de leitura, audição, imagens, vídeos, conversação. Essas diferentes ferramentas pode deixar uma impressão maior no cérebro do que se ele se concentrasse em apenas uma modalidade de cada vez.

Uma outra maneira de também melhorar o aprendizado, é sim estudar um pouco em cada dia. Já diziam os nossos professores mas a gente nunca acredita né? Quando você retoma um assunto estudado anteriormente, você está na verdade reforçando as conexões sinápticas para aquele aprendizado, e com um pouco mais estudo a informação torna-se concreta. É como aprender a andar de bicicleta. E é por isso que é importante fazer, por exemplo, simulados antes das provas.

Mas, se depois de tentar tudo isso, você não conseguir melhorar o aprendizado, então acho que falta pra você é vontade de estudar.

Bons estudos!

Li aqui e aqui.

 

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Estudar de última hora pode melhorar o aprendizado

Epa, então sempre fiz certo e pensei que estava fazendo errado? Cientistas afirmam que hormônios produzidos em situação de estresse ajudam a guardar a informação de forma eficiente.

Um estudo publicado pelo periódico Experimental Neurology sugere que os hormônios produzidos em situação de estresse provocam mudanças dentro das células nervosas, o que pode ajudar a guardar a informação de forma mais eficiente. Cientistas da universidade de Bristol (Inglaterra) concluíram que essas substâncias (como o cortisol e adrenalina) podem reprogramar a maquinaria genética das células nervosas e fazer com que elas aumentem de tamanho e aumentem as redes de comunicação entre si.

Fica fácil perceber isso quando notamos que as lembranças de momentos de estresse são aquelas que mais permanecem na nossa vida.

Porém, o estresse exagerado faz com que não consigamos aprender mais coisas novas,  e o efeito pode ser o inverso.

Concluo que, seja extressado, mas nem tanto. Tudo é sempre uma questão de dose.

Fonte aqui.

 

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Escrever com a mão ao invés de teclar melhora o processo de aprendizado

E agora, vamos ter que parar de implementar e de usar as novas  tecnologias?

Pesquisadores concluíram que quando você escreve com as mãos, o seu cérebro recebe um feedback da sua ação motora, juntamente com a sensação de tocar a caneta. E isso é muito diferente do feedback recebido teclando no computador.

Na primeira ocasião, muitas regiões do cérebro permanecem ativas, e os movimentos praticados levam a formação de memória sensório motora, a qual nos ajuda  a reconhecer letras. Isso implica uma conexão entre ler e escrever e sugere que o sistema sensório motor tem um papel importante no processo de reconhecimento visual durante a leitura.

Um estudo foi feito com adultos, os quais tinha que aprender a escrever em um outro alfabeto que consistia de 20 letras. Um grupo aprenderia escrevendo e outro aprenderia digitando. 3 e 6 meses após o experimento, os participantes que aprenderam a nova língua escrevendo se saíram melhor em todos os testes aplicados do que o grupo de pessoas que aprendeu digitando.

Saiam do computador, e comprem os velhos cadernos de estudos pessoal!