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Archive for the ‘Memória’ Category

Dormir pra quê?

sleep memoryPois é pessoal, os benefícios de uma boa noite de sono já são bem conhecidos e ninguém duvida mais disso. Uma boa “dormida” é importante para previnir o jetlag social, para limpar o cérebro de impurezas, e até mesmo para prevenir câncer. Todos sabem também que dormir é importante para retenção de memórias das coisas que aprendemos no dia a dia, como as matérias da escola, as outras línguas que estudamos, notas musicais dos instrumentos que tocamos, uma dança, e assim por diante. Mas como essa “retenção de memória” acontece ainda não está muito claro para a ciência.

drosophila-fly-head-electron-microscope-splPesquisadores nos Estados Unidos publicaram um artigo científico recentemente o qual utiliza a linda mosquinha da banana (Drosophila melanogaster) para entender como o cérebro retém as memórias depois uma boa noite de sono. Sim caro leitor, aquela mosquinha que fica encima da sua banana quando ela está madura tem cérebro, que por sinal tem muita coisa semelhante ao nosso cérebro, e sim, ela pode aprender e se lembrar das coisas também!

Os cientistas identificaram um grupo de neurônios dopaminérgicos (que liberam dopamina) que inervam a região do cérebro responsável pela memória das moscas. Esse grupo de neurônios, quando está ativado libera sinais no centro da memória e promove o esquecimento. Após identificarem esse mecanismo, os pesquisadores foram então investigar como o sono influenciava esses “neurônios do esquecimento”.

Foi então que eles descobriram! Quanto mais as moscas ficavam acordadas, mais ativos ficavam os neurônios do esquecimento, fazendo com que elas esquecessem o que tinham aprendido. O contrário também é verdadeiro, quanto mais as moscas dormiam, menor era a atividade dos neurônios do esquecimento, ou seja, menos elas esqueciam o que aprendiam.

Assim sendo, caro leitor, na mosca de fruta dormir é importante para não esquecer.

Vale lembrar, que em mamíferos há evidências que o sono promove a consolidação de memórias já existentes, e este evento também pode estar acontecendo nas moscas, mas ainda não foi testado. Já que os cérebros das mosquinhas são tão semlhantes ao cérebro dos mamíferos, será que nós seres humanos também perdemos a capacidade de esquecer quando dormimos? Se o sono promove consolidação de memórias, ou previne o esquecimento, pelo sim pelo não, melhor dormir, certo?

Mas o Mistérios ficou intrigado com uma última questão. Por que será que a evolução selecionou seres vivos com a capacidade de esquecer? Por que será que esquecer é bom? Por que não nascemos com a capacidade de se lembrar de tudo? Vixe tudo isso ainda pode ser assunto de um próximo post…

Ai.. me dá até um sono… acho que vou ali reduzir meu esquecimento, digo digo, vou dormir um pouco … ZzZzZzzzZZzzzzz….

 

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Vi aqui:
Berry et al., Sleep Facilitates Memory by Blocking Dopamine Neuron-Mediated Forgetting. Cell, 2015

Memória (Natgeo)

Esse vídeo é de um dos programas apresentados no Natgeo, chamado Teste seu cérebro. Ele vai relatar fatos interessantes sobre a nossa memória.

Prepare a pipoca, pois vale a pena conferir!


http://www.youtube.com/watch?v=fOfc6DiG2MM

Métodos para melhorar o aprendizado

Será existe mesmo uma fórmula mágica para a gente conseguir se concentrar nos estudos e se sair melhor nos testes? Um grupo de pesquisadores estudou alguns hábitos e comprovou que quando alternamos os locais por onde estudamos aumentamos a quantidade de informação que fica retida na nossa memória. E isso vale para qualquer idade. Sendo assim, é interessante que as pessoas sempre troquem de lugar, ora no quarto, ora na sala, no jardim, nas mesas lá fora, na biblioteca, etc.

Uma explicação para isso seria porque o cérebro é capaz de fazer sutis associações ente o que está estudando e as sensações externas, mesmo que isso não se torne consciente. Quando ele é colocado em situações nas quais ele precisa fazer mais associações (como por exemplo trocar de lugares) pode dar maior relevância neural para aquela informação associada.

Outro ponto importante também é variar o tipo de material que se está estudando. Um bom exemplo disso são os cursos de idiomas, que usam material de leitura, audição, imagens, vídeos, conversação. Essas diferentes ferramentas pode deixar uma impressão maior no cérebro do que se ele se concentrasse em apenas uma modalidade de cada vez.

Uma outra maneira de também melhorar o aprendizado, é sim estudar um pouco em cada dia. Já diziam os nossos professores mas a gente nunca acredita né? Quando você retoma um assunto estudado anteriormente, você está na verdade reforçando as conexões sinápticas para aquele aprendizado, e com um pouco mais estudo a informação torna-se concreta. É como aprender a andar de bicicleta. E é por isso que é importante fazer, por exemplo, simulados antes das provas.

Mas, se depois de tentar tudo isso, você não conseguir melhorar o aprendizado, então acho que falta pra você é vontade de estudar.

Bons estudos!

Li aqui e aqui.

 

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Emagrecer ajuda a melhorar a memória!

Está ficando acim do peso e esquecido? Chegou a solução para os seus problemas: emagrecer!

Um estudo realizado pela Kent State University, nos EUA, testou a memória de pessoas que fizeram a cirurgia de redução do estômago 12 semanas após o procedimento. E não é que ela melhorou?

Sabe-se que a obesidade causa muitas disfunções cognitivas em decorrência de inúmeros fatores como pressão alta, diabetes, aumento de colesterol, entre outros. Se você emagrecer, conseguirá se livrar de todos ou quase todos os problemas causados pela obesidade, e com isso terá melhor desempenho das funções cerebrais.

Ainda falta fazer o mesmo teste para pessoas que emagreceram sem cirurgia, mas acho que já sabemos como será né? Intervenção cirúrgica é sempre pior do que o modo natural, e dessa vez ela foi boa.

Bora correr?

Fonte aqui e aqui.

 

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Com sono, porém otimista, e esquecido!

Ei, acha que durmir tarde e acordar cedo vai te ajudar muito no trabalho do dia seguinte?

Talvez não, quando nos privamos de durmir, ativamos certas regiões do cérebro que são responsáveis pelas expectativas positivas, ou seja nos tornamos mais otimistas. O mesmo estudo comprovou que ao mesmo tempo que isso acontece, outras regiões do cérebro são menos ativadas, e são aquelas que tratam as expectitativas negativas.

Mas o leitor deve estar pensando “oras, que bom então, me tornarei mais otimista e feliz sem durmir”.

Porém, o que acontece é que quando somos privados de sono, tendemos a fazer escolhas com mais ênfase nos lucros monetários, por exemplo, e menos nas opções que permitem reduzir as perdas. O estudo foi feito pela Universidade de Duke, na Carolina do Norte.

O que acontece é que pessoas que jogam jogos valendo dinheiro até altas horas, tem o azar das máquinas e o azar do cérebro, que, com sono, tem a tendência a antecipar lucros e minimizar a possibilidade de perder. Será que essas pessoas tem grandes chances de ganhar? Acho que não então.

Outro estudo, que foi publicado na Nature, revela que quando o organismo fica sem durmir, o cérebro fica acordado e adormecido ao mesmo tempo. Será que depois de ter ido naquela super festa da sua faculdade e ter acordado cedo pra ir para o seu laboratório você não se esqueceu onde deixou o celular ou a chave do carro? Pois é. Grupos específicos de neurônios podem adormecer, com consequências negativas para o dia-a-dia.

Para comprovar isso, os pesquisadores inseriram sondas ultrafinas no cérebro de camundongos adultos para monitorar a atividade elétrica de subgrupos de neurônios. Esses animais foram mantidos 4 horas além do horário normal que eram acostumados a durmir. E depois de acordados, mesmo quando pareciam ter comportamentos normais e estavam ativos, as sondas mostraram que certas áreas não estavam funcionando, ou seja, estavam adormecidas.

Outro teste ainda foi feito. Os animais foram treinados por duas horas para segurar uma bolinha de açúcar com uma única pata (nossa nem imagino como eles conseguiram isso!). Quanto mais cansados estavam os animais, mais difícil era pra realizar o trabalho. Ou a deixavam cair, ou nem conseguiam segurar.

Bora durmir pessoal !!!

Um abraaaaço.

Fontes aqui e aqui.

 

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Escrever com a mão ao invés de teclar melhora o processo de aprendizado

E agora, vamos ter que parar de implementar e de usar as novas  tecnologias?

Pesquisadores concluíram que quando você escreve com as mãos, o seu cérebro recebe um feedback da sua ação motora, juntamente com a sensação de tocar a caneta. E isso é muito diferente do feedback recebido teclando no computador.

Na primeira ocasião, muitas regiões do cérebro permanecem ativas, e os movimentos praticados levam a formação de memória sensório motora, a qual nos ajuda  a reconhecer letras. Isso implica uma conexão entre ler e escrever e sugere que o sistema sensório motor tem um papel importante no processo de reconhecimento visual durante a leitura.

Um estudo foi feito com adultos, os quais tinha que aprender a escrever em um outro alfabeto que consistia de 20 letras. Um grupo aprenderia escrevendo e outro aprenderia digitando. 3 e 6 meses após o experimento, os participantes que aprenderam a nova língua escrevendo se saíram melhor em todos os testes aplicados do que o grupo de pessoas que aprendeu digitando.

Saiam do computador, e comprem os velhos cadernos de estudos pessoal!

Exercício físico para o cérebro

Olá pessoal, vocês gostam de fazer exercícios? Sim? Trago aqui mais um motivo para não pararem com esta prática, e se não gostam o motivo é grande o suficiente pra vocês começarem!

Pesquisadores dos Estados Unidos verificaram que atividade física moderada é capaz de aumentar o tamanho do hipocampo em adultos mais velhos, levando a uma melhoria na memória espacial. Isso é um bom negócio, visto que com o aumento da idade naturalmente o hipocampo diminui, aumentando os riscos de demência.

O pioneiro deste estudo é Arthur Kramer, o qual analisou o cérebro de 60 adultos saudáveis com idades entre 55 e 80 anos antes, durante e após o período de um ano de exercícios.

Aqueles adultos que caminharam 40 minutos 3 vezes na semana aumentaram em média 2% o volume do hipocampo (direito e esquerdo). No outro grupo por sua vez, o que não praticou exercícios, houve diminuição em média de 1,4% (direito e esquerdo).

Além disso, testes de memória espacial foram feitos, e aquelas pessoas que tinham feito caminhada tiveram melhor desempenho.  Paralelamente a isso, os que fizeram atividade física tiveram aumento no fator neurotrófico do cérebro (BDNF), que é uma pequena molécula envolvida na memória e aprendizagem.

Será então que agora você vai começar a se exercitar? É pouquinho, 40 minutinhos 3 vezes por semana já gera essa grande diferença! Vamos lá?

fonte aqui.

 

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