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Archive for the ‘Cérebro’ Category

Como estudar a esquizofrenia?

Olá amigos do blog. É com muito orgulho que o Mistérios vem divulgar uma pesquisa muito brasileira, feita por uma aluna de mestrado da Unicamp em Campinas! Caroline Brandão Teles sob supervisão do Dr. Daniel Martins de Souza resolveu compartilhar com a galera como ela pretende compreender a biologia por trás da patologia. Vale lembrar que é um distúrbio que ainda não tem exame diagnóstico e nem cura, e requer um tratamento para a vida a toda.

O Mistérios está torcendo por vocês Carol, Daniel e todo o time! Que o trabalho de vocês ajude a elucidar um pouco mais dos mistérios da esquizofrenia. Bom trabalho a todos .

 

Conheça Jaxon Strong, o bebê que nasceu com Microhidranencefalia

JaxonO bebê Jaxon que nasceu no dia 27 de agosto de 2014 nos Estados Unidos completou seu primeiro ano de vida surpreendendo a comunidade médica, que chegou a sugerir aborto durante a gravidez. O bebê é portador da malformação do cérebro chamada Microhidranencefalia. Essa doença é genética autossômica recessiva, o que significa que o bebê tem duas cópias do gene afetado, uma que veio do pai e outra que veio da mãe, em cromossomos que não são os cromossomos sexuais. Essa doença é muito rara, acontecendo em 1 a cada quase 5 mil bebês (dados dos Estados Unidos), e foi reportada poucas vezes em famílias com casamentos consanguíneos.

Microhidranencefalia é junção de microcefalia e hidranecefalia. A microcefalia ou anencefalia  resulta de uma malformação do cérebro durante o desenvolvimento causando redução dos hemisférios cerebrais principalmente. Hidroanencefalia é caracterizada pelo aumento de líquido cefalorraquidiano em uma “tentativa” de repor parte do tecido cerebral que não existe. Além do crânio e do cérebro serem menores, as crianças que desenvolvem essa doença geralmente tem estatura muito menor do que a média para a sua idade, apresentam problemas motores e cognitivos.

O primeiro estudo reportado dessa doença foi publicado em 2000, em uma família de turcos com 3 filhos afetados. Após isso, muitos poucos estudos foram feitos, existindo ainda uma lacuna sobre a Microhidranencefalia. Como será que ela pode ser causada? Apenas fatores genéticos? Que genes? Será que fatores ambientais podem causar a doença? Quanto tempo podem sobreviver os indivíduos portadores? Ainda há muito a se investigar e entender.

Enquanto as pesquisas ainda são poucas, o bebê Jaxon Strong tem encantando o público com o seu carisma e luta diária.

 

Confira sua página no facebook e saiba como contribuir para ajudar essa família clicando aqui.

 

Fonte:
https://www.facebook.com/WeAreJaxonStrong?ref=br_rs

http://omim.org/entry/605013

Gul Nihan Kavasla e colaboradores. The Novel Genetic Disorder Microhydranencephaly Maps to Chromosome 16p13.3-12.1. Am. J. Hum. Genet. 66:1705–1709 (2000)

Behunova J. e colaboradores. Familial microhydranencephaly, a family that does not map to 16p13.13-p12.2: relationship with hereditary fetal brain degeneration and fetal brain disruption sequence. Clin Dysmorphol. 2010 Jul;19(3):107-18

 

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Congele seu corpo e seja ressucitado e curado por uma civilização do futuro!

(ATENÇÃO! Você precisa de estômago forte para ler este post!)

Imagine o leitor que por apenas 200 mil dólares você poderá ter seu corpo congelado em nitrogênio líquido para, quem sabe, num futuro distante, ser descongelado, ressucitado e curado da sua doença. Mas para aqueles que acharem que o corpo aos 80 anos não servirá para mais nada mesmo, existe ainda a opção de congelar apenas o cérebro por por apenas 80 mil dólares. Uma pechincha!

Alcor-Dewar2Pois é, a gente acha que isso é coisa de filme de ficção científica mas na verdade isso já é realidade (e faz tempo). Existe um lugar no estado do Arizona, Estados Unidos, onde você pode congelar o seu corpo em nitrogênio líquido, e se hospedar nesses tanques igual ao da foto ao lado.

Alcor Life Extension Foundation é uma organização sem fins lucraticos e responsável pelo congelamento e manutenção dos corpos. Neste local pesquisadores e advogados fazem o método chamado de criogenia, que é o congelamento do corpo, neste caso, em nitrogênio líquido. E pra quê? Bom, com esperanças de existir a cura de doenças no futuro com tecnologias avançadas.

Parece brincadeira, mas a Alcor já tem 133 pacientes congelados e mais milhares de membros e associados. Vale lembrar que eles também congelam seu animalzinho de estimação, por que não?

O corpo que vai ser criopreservado primeiramente é perfundido (ato de se injetar um líquido diretamente na corrente sanguínea, geralmente através do coração) com um líquido crioprotetor que irá substituir todo o líquido existente no organismo (incluindo o sangue). Esse líquido também evitará a formação de cristais de água durante o congelamento, o que poderia causar danos nos tecidos. Acreditem os leitores ou não, muitas pesquisas estão sendo feitas no intuito de melhorar a composição dos líquidos injetados, afim de que os corpos sejam preservados cada vez mais com menos danos ao cérebro. Em torno de 16 medicamentos são injetados no paciente, incluindo remédios para que ele não acorde novamente e para perder a consciência. Oi?Cryonics 1208 002

Mas para quem quer apenas o cérebro congelado, o pessoal literalmente corta a cabeça fora, e perfunde o cérebro injetando líquidos apenas nas artérias carótidas (que são as artérias responsáveis por levar sangue oxigenado ao cérebro). Que coisa, não? Saibam os leitores que o primeiro corpo criopreservado aconteceu em 1967.

O local da Alcor foi cautelozamente escolhido. Fica no estado do Arizona, onde existe poucas chances de desastres naturais, como terremotos, furacões, tornados e nevascas. Isso tudo para preservar o prédio, os corpos, e para manter contínuo o suprimento de nitrogênio líquido.

Mas, e aí? E se daqui 200 anos esses corpos “acordam” novamente, como será que eles vão encarar a realidade? Sem família? Tudo diferente? Carros voadores? Alguém aí topa? Vamos?

O Mistérios gostaria de criopreservar o cérebro, vou fazer uma vaquinha!

Aqui vai um vídeo (em inglês) pra quem quiser saber mais sore a Alcor

 

e aqui um tour pela Alcor:


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Fonte:

http://www.alcor.org/

http://en.wikipedia.org/wiki/Alcor_Life_Extension_Foundation

Você sabia?

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Que um impulso nervoso pode viajar pelo neurônio com uma velocidade de até 120 metros por segundo? É muito rápido, não?

 

Fonte: Berne & Levy – Physiology – 6th Edition

 

 

 

 

Quanto mede o maior neurônio?

neuronioO neurônio é uma célula, e uma célula é bem pequenininha, por isso cientistas só conseguem vê-las usando um microscópio.

Para se ter uma ideia, uma hemácea (a célula vermelha do sangue que transporta oxigênio) mede em torno de 7µm (0,000006 metros). Um neurônio localizado na medula espinal responsável por inervar os músculos da perna, por exemplo, pode ter mais de 1 metro de comprimento! Isso pois ele envia seu longo prolongamento (chamado axônio) desde a medula espinal até o músculo. Os nervos periféricos são compostos de vários desses axônios que vem e vão para a medula. São as células gigantes do nosso organismo! Interessante, não?

Agora, quem adivinha qual é a célula acima?

Quanto líquido cefalorraquidiano tem dentro do cérebro?

CSF_diagramO líquido cefalorraquidiano (ou líquor) é o líquido que preenche as cavidades dentro do sistema nervoso central. Isso abrange os espaços existentes dentro do cérebro propriamente dito (cerca de 30 mL) e os espaços dentro das meninges (aproximadamente 125 mL). A cada minuto o cérebro produz 0,35 mL de líquido novo e o líquido velho vai posteriormente para a corrente sanguínea. Isso faz com que todo o líquido cefalorraquidiano seja sempre renovado 3 vezes ao dia, todos os dias. Impressionante, não?

Para quem não se lembra ou não sabe, esse líquido é onde o cérebro “flutua”. O espaço entre as meninges e o cérebro é preenchido por líquido cefalorraquidiano e uma das suas funções é amortecer choques mecânicos.

O líquido cefalorraquidiano é formado por sódio (Na+), potássio (K+), cloro (Cl), glicose e proteínas. Ele está em contato com os neurônios, e por isso mesmo a sua composição é um indicativo do ambiente extracelular no cérebro e na medula espinal. É esse líquido que é coletado no exame de punção medular. Como ele é parte do sistema nervoso central, é possível identificar muitas condições fisiológicas através do exame do líquido cefalorraquidiano, como detectar meningites e câncer.

Hidrocefalia é a condição clínica onde o paciente acumula anormalmente muito líquido cefalorraquidiano centro do sistema nervoso central.

 

Fonte: Berne & Levy – Physiology – 6th Edition

 

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Pra que serve o bocejo?

bocejoBocejo: é aquele evento que pode demorar de 4 a 7 segundos, consiste de uma fase de inspiração e abertura da mandíbula, um curto período de apneia (falta de ar) e
contração muscular, e então o fechamento da mandíbula com uma breve expiração. Em muitos vertebrados ele pode ser espontâneo ou contagioso (aposto que você já bocejou nessa altura do campeonato, certo?).

Pesquisadores acreditavam que o bocejo era parte das funções respiratórias, mas experimentos revelaram que ele não tem nada a ver com os níveis de oxigênio e gás carbônico que está presente no sangue. Existe então uma nova teoria que vem ganhando força, a de que o bocejo serve para esfriar o cérebro. Pesquisadores
mediram a temperatura dos cérebros de pessoas antes e depois de bocejar, e descobriram que o cérebro estava mais quente antes e mais frio depois do bocejo.

Bem, mas a teoria não pode ser apenas comprovada com esse simples experimento, então pesquisadores da Áustria e dos Estados Unidos posturalam a hipótese de que, se a temperatura ambiente for maior, maior será a temperatura do cérebro, mais vezes uma pessoa irá bocejar. Do contrário também, quanto mais frio o ambiente ao redor, menos a pessoa bocejará, pois menos ela vai precisar esfriar o cérebro.

Com essa nova teoria em mente, eles abordaram 120 pessoas aleatoriamente nas ruas de Viena, na Áustria em duas épocas do ano. A primeira de dezembro a março, que é inverno pra eles (1,4°C) e a outra de junho a outobro, que é verão (19,4°C). Os participantes receberam 18 imagens de pessoas bocejando e depois responderam um questionário no qual deveriam dizer quantas vezes eles bocejaram durante o experimento (é claro, os pesquisadores também levaram em conta a idade e se os participantes tinham dormido a noite anterior ou não). Enquanto as pessoas estavam respondendo o questionário, uma pessoa ficava gravando a umidade do ambiente e a temperatura do ar.

Imaginem só? Comprovando a teoria dos pesquisadores, os resultados mostraram que apenas 18,3% dos participantes bocejaram durante o inverno, contra 43,7% no verão. Ou seja, o cérebro mais quente, precisa bocejar mais para se resfriar mais. Os pesquisadores concluem que o o centro que regula a temperatura do cérebro é o possível responsável por controlar também o bocejo.

E aí, você bocejou quantas vezes já? Está frio ou calor aí?

Um abraço

Fonte:
Massen, et al. A thermal window for yawning in humans: Yawning as a brain cooling mechanism. Physiology & Behavior, 2014.

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