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Posts Tagged ‘memória’

A fonte do rejuvenescimento!

young and old brain

A idade vai chegando para todos e com ela muitos outros contratempos. Quando vamos ficando mais velho, além dos problemas hormonais, ósseos e cardíacos, temos uma maior chance de ficarmos mais esquecidos, piorar as nossas habilidades cognitivas, ou até mesmo de desenvolver doenças neurodegenerativas.

Mas porque será que essas mudanças ocorrem? O envelhecimento faz com que a neurogênese (produção de novos neurônios) diminuia no nosso cérebro, contribuindo para um declínio nas funções cognitivas. Além disso, a comunicação entre os neurônios também é limitada, há maiores fatores inflamatórios no nosso cérebro, e também vamos perdendo a capacidade de nos lembrar das coisas. Um estudo publicado em 2011 na revista Nature revelou que os componentes presentes no sangue diferem entre o sangue idoso e o sangue jovem, um indício de que tais componentes podem modular as funções cognitivas do cérebro.

Para testar essa hipótese, os pesquisadores da escola de medicina da Universidade de Standford (EUA) colocaram plasma sanguíneo de camundongos velhos no corpo dos camundongos jovens e depois analisaram o cérebro deles. No cérebro desses jovens camundongos os pesquisadores descobriram que ocorreu menor plasticidade sináptica e também problemas de memória, assim como ocorre normalmente com um camundongo que está envelhecendo. Ou seja, camundongos novos passaram a se comportar como idosos. Ainda mais, os pesquisadores descobriram que uma molécula chamada Eotaxina pode ser uma das responsáveis por este efeito, pois ela está presente em grandes quantidades no cérebro de camundongos e seres humanos mais idosos.

Mais tarde, os pesquisadores injetaram sangue de camundongos jovens em camundongos idosos, e descobriram que o cérebro dos idosos agiam como se fossem mais novos, e que os camundongos idosos se saíam melhor em testes de memória, por exemplo. Os pesquisadores foram além, injetando sangue de seres humanos jovens em camundongos idosos, e conseguiram os mesmos efeitos benéficos que anteriormente.

Saibam os leitores que este grupo de pesquisadores acabou de começar uma pesquisa na qual estão injetando sangue de humanos jovens em humanos idosos com Mal de Alzheimer. Os resultados? Ainda não saíram, mas estaremos aqui na torcida!

E agora, será que os pesquisadores acharam a causa da velhice?  Será que achamos a fonte do rejuvenescimento? Já podemos inventar drogas para acabar com essa tal de molécula Eotaxina que faz envelhecer? Claro que não, meu caro leitor. Ela é apenas uma das substâncias envolvidas nesse processo. E quais são as outras? Quais são as susbtâncias responsáveis pelo rejuvenescimento? Muitas já foram descobertas, mas muitas ainda estão por vir…

Grande Abraço!

Fonte:

Leia mais…

Dormir pra quê?

sleep memoryPois é pessoal, os benefícios de uma boa noite de sono já são bem conhecidos e ninguém duvida mais disso. Uma boa “dormida” é importante para previnir o jetlag social, para limpar o cérebro de impurezas, e até mesmo para prevenir câncer. Todos sabem também que dormir é importante para retenção de memórias das coisas que aprendemos no dia a dia, como as matérias da escola, as outras línguas que estudamos, notas musicais dos instrumentos que tocamos, uma dança, e assim por diante. Mas como essa “retenção de memória” acontece ainda não está muito claro para a ciência.

drosophila-fly-head-electron-microscope-splPesquisadores nos Estados Unidos publicaram um artigo científico recentemente o qual utiliza a linda mosquinha da banana (Drosophila melanogaster) para entender como o cérebro retém as memórias depois uma boa noite de sono. Sim caro leitor, aquela mosquinha que fica encima da sua banana quando ela está madura tem cérebro, que por sinal tem muita coisa semelhante ao nosso cérebro, e sim, ela pode aprender e se lembrar das coisas também!

Os cientistas identificaram um grupo de neurônios dopaminérgicos (que liberam dopamina) que inervam a região do cérebro responsável pela memória das moscas. Esse grupo de neurônios, quando está ativado libera sinais no centro da memória e promove o esquecimento. Após identificarem esse mecanismo, os pesquisadores foram então investigar como o sono influenciava esses “neurônios do esquecimento”.

Foi então que eles descobriram! Quanto mais as moscas ficavam acordadas, mais ativos ficavam os neurônios do esquecimento, fazendo com que elas esquecessem o que tinham aprendido. O contrário também é verdadeiro, quanto mais as moscas dormiam, menor era a atividade dos neurônios do esquecimento, ou seja, menos elas esqueciam o que aprendiam.

Assim sendo, caro leitor, na mosca de fruta dormir é importante para não esquecer.

Vale lembrar, que em mamíferos há evidências que o sono promove a consolidação de memórias já existentes, e este evento também pode estar acontecendo nas moscas, mas ainda não foi testado. Já que os cérebros das mosquinhas são tão semlhantes ao cérebro dos mamíferos, será que nós seres humanos também perdemos a capacidade de esquecer quando dormimos? Se o sono promove consolidação de memórias, ou previne o esquecimento, pelo sim pelo não, melhor dormir, certo?

Mas o Mistérios ficou intrigado com uma última questão. Por que será que a evolução selecionou seres vivos com a capacidade de esquecer? Por que será que esquecer é bom? Por que não nascemos com a capacidade de se lembrar de tudo? Vixe tudo isso ainda pode ser assunto de um próximo post…

Ai.. me dá até um sono… acho que vou ali reduzir meu esquecimento, digo digo, vou dormir um pouco … ZzZzZzzzZZzzzzz….

 

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Vi aqui:
Berry et al., Sleep Facilitates Memory by Blocking Dopamine Neuron-Mediated Forgetting. Cell, 2015

A importante memória de erros

errors-memorySabe aquela frase “a gente só aprende mesmo quando erra”? Pois bem, a gente já até sabia disso, mas agora ela foi comprovada cientificamente (porque para cientistas tudo precisa ser comprovado cientificamente).

Há muito tempo se pensou que quando estamos aprendendo algum comando motor novo (por exemplo: andar de bicileta, dirigir carro, dançar, etc), o nosso cérebro retoma os comandos que já foram aprendidos de uma maneira a reforçar o aprendizado anterior, consolidando assim o aprendizado da nova atividade. No entanto, os pesquisadores da Universidadade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, demonstraram que quando nos tornamos melhor em desempenhar uma atividade nova, é, principalmente, pelo fato de que o nosso cérebro reconhece os erros experienciados anteriormente, e não os acertos. Sim, temos espaço no cérebro onde ficam armazenados as lembranças dos erros anteriores! E essa memória foi então chamada de memória de erros.

Pois bem, aprendi tanto com os meus erros que acho que vou cometer mais alguns! 🙂

Um abraço

Fonte:

Herzfeld et al. A memory of errors in sensorimotor learning. Science, 2014.

 

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Memória (Natgeo)

Esse vídeo é de um dos programas apresentados no Natgeo, chamado Teste seu cérebro. Ele vai relatar fatos interessantes sobre a nossa memória.

Prepare a pipoca, pois vale a pena conferir!


http://www.youtube.com/watch?v=fOfc6DiG2MM

Métodos para melhorar o aprendizado

Será existe mesmo uma fórmula mágica para a gente conseguir se concentrar nos estudos e se sair melhor nos testes? Um grupo de pesquisadores estudou alguns hábitos e comprovou que quando alternamos os locais por onde estudamos aumentamos a quantidade de informação que fica retida na nossa memória. E isso vale para qualquer idade. Sendo assim, é interessante que as pessoas sempre troquem de lugar, ora no quarto, ora na sala, no jardim, nas mesas lá fora, na biblioteca, etc.

Uma explicação para isso seria porque o cérebro é capaz de fazer sutis associações ente o que está estudando e as sensações externas, mesmo que isso não se torne consciente. Quando ele é colocado em situações nas quais ele precisa fazer mais associações (como por exemplo trocar de lugares) pode dar maior relevância neural para aquela informação associada.

Outro ponto importante também é variar o tipo de material que se está estudando. Um bom exemplo disso são os cursos de idiomas, que usam material de leitura, audição, imagens, vídeos, conversação. Essas diferentes ferramentas pode deixar uma impressão maior no cérebro do que se ele se concentrasse em apenas uma modalidade de cada vez.

Uma outra maneira de também melhorar o aprendizado, é sim estudar um pouco em cada dia. Já diziam os nossos professores mas a gente nunca acredita né? Quando você retoma um assunto estudado anteriormente, você está na verdade reforçando as conexões sinápticas para aquele aprendizado, e com um pouco mais estudo a informação torna-se concreta. É como aprender a andar de bicicleta. E é por isso que é importante fazer, por exemplo, simulados antes das provas.

Mas, se depois de tentar tudo isso, você não conseguir melhorar o aprendizado, então acho que falta pra você é vontade de estudar.

Bons estudos!

Li aqui e aqui.

 

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Emagrecer ajuda a melhorar a memória!

Está ficando acim do peso e esquecido? Chegou a solução para os seus problemas: emagrecer!

Um estudo realizado pela Kent State University, nos EUA, testou a memória de pessoas que fizeram a cirurgia de redução do estômago 12 semanas após o procedimento. E não é que ela melhorou?

Sabe-se que a obesidade causa muitas disfunções cognitivas em decorrência de inúmeros fatores como pressão alta, diabetes, aumento de colesterol, entre outros. Se você emagrecer, conseguirá se livrar de todos ou quase todos os problemas causados pela obesidade, e com isso terá melhor desempenho das funções cerebrais.

Ainda falta fazer o mesmo teste para pessoas que emagreceram sem cirurgia, mas acho que já sabemos como será né? Intervenção cirúrgica é sempre pior do que o modo natural, e dessa vez ela foi boa.

Bora correr?

Fonte aqui e aqui.

 

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Estudar de última hora pode melhorar o aprendizado

Epa, então sempre fiz certo e pensei que estava fazendo errado? Cientistas afirmam que hormônios produzidos em situação de estresse ajudam a guardar a informação de forma eficiente.

Um estudo publicado pelo periódico Experimental Neurology sugere que os hormônios produzidos em situação de estresse provocam mudanças dentro das células nervosas, o que pode ajudar a guardar a informação de forma mais eficiente. Cientistas da universidade de Bristol (Inglaterra) concluíram que essas substâncias (como o cortisol e adrenalina) podem reprogramar a maquinaria genética das células nervosas e fazer com que elas aumentem de tamanho e aumentem as redes de comunicação entre si.

Fica fácil perceber isso quando notamos que as lembranças de momentos de estresse são aquelas que mais permanecem na nossa vida.

Porém, o estresse exagerado faz com que não consigamos aprender mais coisas novas,  e o efeito pode ser o inverso.

Concluo que, seja extressado, mas nem tanto. Tudo é sempre uma questão de dose.

Fonte aqui.

 

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