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O cérebro do rato robô e sua importância clínica

Há algum tempo atrás coloquei um post que era dos mesmos pesquisadores, mas agora com um pouco mais de aprofundamento no assunto e com mais estudos sobre o benefícios da técnica.

Este gracioso rato foi “criado” no laboratório de famoso neucientista John Chapin, na escola de medicina da Universidade Estadual de Nova York, no Brooklyn. O que esse rato tem de diferente dos outros é que os pesquisadores conseguem controlar alguns de seus movimentos. John e colaboradores usara, sinais elétricos para instruir o rato em que direção ele deveria caminhar para vencer um labirinto qualquer.

Para conseguir tal proeza, ele um implantou um microeletrodo para a estimulação de uma região cortical chamada de córtex somestésico primário direito e esquerdo. Além dessa região, outra também recebeu um outro microeletrodo, era a região chamada de feixe medial do forebrain (MFB), região esta que que quando estimulada gera sensações muito prazerosas. O rato ainda leva um pequena mochila que contem o equipamento necessário para receber os sinais de rádio e direcionar pequenos pulsos elétricos para qualquer um dos implantes feito no seu cérebro.

O grande segredo disso tudo estava na sequência temporal de como ele mandava esses sinais. Ele descobriu que o animal poderia associar um pulso no córtex somestésico direito com a instrução para virar a direita, enquando que o pulso elétrico gerado no córtex somestésico esquerdo informava da necessidade de sair pela esquerda. O rato aprendeu os comandos rapidamente pois cada vez que ele seguia as instruções corretamente ele recebia um único pulso elétrico diretamente no seu MFB, gerando uma sensação prazerosa. Esses detalhes podem ser vistos no vídeo abaixo, quando mostra o rapaz apertando ora o lado direito (right) e depois o MFB, ora o lado esquerdo (left) e novamente o MFB depois.

O resultado disso tudo, vocês podem conferir no vídeo! O rato consegue perfeitamente andar em um labirinto sendo controlado apenas por este dispositivo. O vídeo também mostra experimentos posteriores de outros caminhos que o rato pode fazer, e que se o fizer correto poderá ganhar uma recompensa, que é o pulso elétrico na região cerebral que lhe dá prazer.

Essas pesquisas estão sendo muito importantes para o desenvolvimento de interfaces cérebro máquinas para que num futuro, isso seja aplicado a nossa medicina. Podemos ver também um outro experimento em que o rapaz consegue controlar o cursor de um computador apenas com a força do pensamento. Melhor que isso, ele consegue informar a mão robótica se ela deverá se abrir ou fechar, apenas pensando!!!!!!!!! Isso é fabuloso!

Vocês não podem deixar de conferir:

Fonte: “Muito Além do Nosso Eu” de Miguel Nicolelis

 

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