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Cones, bastonetes e o terceiro fotoreceptor

Em 2002, pesquisadores descobriram uma classe de células sensíveis a luz, as quais foram chamadas de células fotosensitivas do gânglio retinal (ipRGCs). Essas células podem ter papel importante no relógio circadiano (padrões de metabolismo e comportanto do corpo em 24h  com a mudança de luz), na visão (padrões nos níveis de brilho) e parecem permitir que a luz ambiente influencie em processos cognitivos como memória e aprendizado.

Foster, um neurocientista da Universidade de Oxford é um dos pioneiros no assunto. Em 1999, o pesquisador criou uma linhagem de cobaias que não possuía nem cones nem bastonetes (células fotoreceptoras da retina). No entanto, os animais continuaram a ter o ritmo circadiano, sugerindo que os cones e bastonetes não tinham a função sozinhos de captar claro e escuro do dia.

Os pesquisadores descobriram que existe uma camada de células além de cones e bastonetes que antigamente se pensava que eram responsáveis apenas por transmitir as informações dos cones e bastonetes para o cérebro. Porém, essas células possuem um fotopigmento (melanopsina) e elas podem gerar uma resposta perante a luz, sem precisar dos dois outros fotoreceptores.

Este pigmento é mais sensível à luz azul. Tal teoria foi comprovada quando uma senhora cega de 87 anos foi colocada num quarto escuro, e quando a luz do quarto se tornou azul a senhora percebeu algum brilho no local.

Cientistas estão testando ondas de luz diferentes e relacionando isso com o aprendizado e memória de alguns voluntários. Pacientes voluntários que foram expostos a mais tempo em uma luz azul apresentaram reações mais rápidas e menor tempo de lapsos de memória. Pesquisadores querem testar uma luz “saudável”, para melhorar o humor, sono e a saúde mental das pessoas. Existe hoje Blue Light Group. Mas acalmem-se! Antes de se submeterem a qualquer luz azul muito cuidado, pois este grupo também discute que o excesso à exposição pode causar perda de visão.

Ainda há muito a se descobrir sobre esses fotoreceptores!

Para estudar mais baixe aqui o artigo referência deste post.

 

http://nyti.ms/dDCef

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  1. Leandro Favarin
    02/02/2011 às 23:00

    Qual é o sentido mais importante/vital, e que perdê-lo seria o “fim do mundo”?
    Tive miopia altíssima quando era menor, e acho que não poder enxergar deve ser MUITO complicado, talvez o pior déficit que uma pessoa pode vir a sofrer/ter.

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