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Restauração de movimentos em animais com doença de Parkinson.

A doença de Parkinson é causada por uma disfunção em neurônios dopaminérgicos do nosso cérebro que resulta em uma falta de dopamina no nosso Sistema Nervoso Central. O principal tratamento hoje ainda é a administração de precursores de dopamina (L-dopa). Outros tratamentos são usados, como a estimulação elétrica do gânglio basal (Deep Brain Stimulation – DBS), o que pode ser um tratamento para sintomas motores. No entanto, para ocorrer essa estimulação, o paciente sofre uma cirurgia muito invasiva e ela necessita de uma precisão muito grande devido as estruturas muito pequenas do cérebro. Além disso, o marcasso usado para gerar os impulsos elétricos precisa ser trocado de vários em vários anos.

Algumas estratégias menos invasivas estão sendo testadas, principalmente em pacientes com epilepsia. Os pesquisadores estimularam nervos periféricos de pacientes epilépticos e com isso conseguiram diminuir frequencias baixas aberrantes na atividade neuronal, reduzindo o tempo de ataque epiléptico. O que descobriram agora é que pacientes com doença de Parkinson possuem frequencias baixas aberrantes nas oscilações neuronais também, assim como os pacientes com epilepsia. Sendo assim, porque não estimular o sistema nervoso periférico dos parkisonianos?

Miguel Nicolelis e seu orientando de pós-doutorado Romulo Fuentes, simularam a doença em camundongos, que tiveram a sua função locomotora bastante prejudicada.  Nesses animais, o pesquisador provocou um estímulo na região dorsal da coluna através de eletrodos instalados na medula espinal.
O pesquisador conseguiu estimular áreas do cérebro que permitiram os animais iniciar os movimentos, diminuindo os estados de bradicinesia. Além disso, animais que receberam estimulação na medula juntamente com o tratamento com L-dopa conseguiram se locomover mais do que os animais que só receberam o tratamento com L-dopa.

O estímulo de vias aferentes da medula é responsável por estimuar vias talâmicas e corticais que enviam sinais para a região dos neurônios afetados pela doença, permitindo assim que os animais recuperem em parte os seus movimentos.

Os próximos passos agora é estar esse tratamento em modelos primatas antes de chegar aos seres humanos. Estaremos todos na torcida!

Para quem quiser saber mais baixe aqui o artigo.

 

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  1. Leandro Favarin
    30/01/2011 às 23:49

    Estamos todos torcendo, Suzi!
    Obrigado pelo post, foi bastante informativo =)

  1. 31/01/2011 às 18:55

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