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Penso, logo creio

Sei que o tema pode ser muito controverso mas a minha intenção aqui não é discutir se Deus existe ou não, apenas colocar algumas pesquisas relacionadas com neuroteologia. Vou deixar as minhas opiniões de lado.

A edição número 1 de Grandes Temas Mente e Cérebro de 2011 trás um tema bem polêmico. Nesta edição os jornalistas reúnem pesquisas realizadas no mundo todo com pessoas de muita fé na tentativa de mapear as atividades cerebrais enquanto essas pessoas vivenciam momentos de contato com a divindade, rituais, entre outros.

Os cientistas estão procurando o “módulo de Deus”, uma zona do cérebro que tenha a função relacionada com experiências místicas. Será que por trás das experiências religiosas estaria um processo cognitivo… algo do tipo: Penso, logo creio?

Nina Azari, da Universidade de Heinrich e Heine na Alemanha, solicitou para que voluntários ateus e cristãos que lessem e relessem o Salmo 23, quadrinha infantil e instruções para uso de um cartão telefônico. O resultado mostrou que os ateus reagiram de forma emocional quando liam a quadrinha infantil (elevação da atividade do sistema límbico), região essa que é responsável pelo nosso emocional. Para os cristãos ler e rele este texto proporcionou menor prazer. No entanto, ao repetir o Salmo 23, áreas bem diferentes dos cérebros dos cristão foram ativadas, o que a pesquisadora chamou de “estado religioso”. São elas: porção frontoparietal do córtex cerebral.

Michael Persinger, da Universidade Lauretian no Canadá criou o “capacete divino”. Este capacete é responsável por fazer estimulação magnética no logo temporal. Posteriormente os voluntários registraram o que viveram em linguagem religiosa tradicional.

Andrew Newberg e Eugene d’Aquili, Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, quiseram fixar o instantâneo momento da transcendência mística. Um zen-budista voluntário puxou uma corda quando atingisse o ápice espiritual da sua meditação. Quando ocorreu isso, uma comprida mangueira injetava uma substância levenemte radioativa na corrente sanguínea do voluntário. Essa substância é capaz de se depositar nas células cerebrais e permenacer por horas. Por ressonância magnética os pesquisadores puderam avaliar regiões com menor e maior grau de sinal radioativo. No início da meditação houve grande atividade no lobo parietal (local que orienta o indivíduo no espaço físico). Porém, no ápice da meditação, a atividade nesta região cerebral caiu drasticamente. O mesmo experimento foi realizado com outras pessoas de outras crenças e os resultados foram semelhantes. A conclusão deste fato é que ocorre um momento em que o campo de orientação se faz cego. Isso pode ser uma explicação para o que os místicos dizem com “estar ligado de forma indissolúvel à totalidade da Criação”.

Para conferir mais pesquisas relacionadas veja em: Grandes Temas Mente e Cérebro.

 

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  1. Victor
    23/01/2011 às 14:26

    Muito bom o blog Suzi!
    Nem tinha me falado….

    Parabéns! =]

    Bjão

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