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Posts Tagged ‘isolamento social’

Isolamento social encurta a sua vida!

solidaoOlá pessoal, esse é mais um post revelando os riscos do isolamento social, mas agora é relacionado com as pessoas mais velhas e idosas. Outro post sobre isolamento social na infância pode ser conferido aqui.

Mas como será que os cientistas estudaram o efeito do isolamento social em pessoas mais velhas? Pesquisadores da Universidade da Califórnia, em Berkeley, EUA analisaram 6500 pessoas com 52 anos de idade ou mais. Eles monitoraram a saúde, o bem-estar e a longevidade das pessoas que viviam na Inglaterra. O isolamento social foi baseado na quantidade de contato que os participantes relataram ter com a família, amigos e organizações civis. O estudo durou de 2004 a 2012.

E o que eles encontraram foi que o isolamento social aumenta os riscos de se contrair uma doença, bem como de morrer antes. “Quando nós estamos isolados socialmente, nós não somente temos falta de companhias, mas também podemos sentir falta de conselhos e suporte de outas pessoas’, diz Steptoe, o primeiro autor deste trabalho.

Por isso, fica o alerta para quem é cuidador, para quem tem entes queridos que precisam de alguma atenção especial bem como para quem ainda está bem saudável. É bom prevenir, bora participar de organizações, ajudar nas igrejas, nos cultos, participar de festas familiares, organizar jantares em casa, ir ao bingo, baile, missa, e tudo mais!

Fonte aqui e aqui.

 

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Você sabia que o isolamento social causa problemas na bainha de mielina?

depressao_crianca1_5811112011468            Aqui estamos nós de novo! Hoje o tema é: formação da bainha de mielina e suas complicações decorrentos do isolamento social precoce. Sabe-se que o isolamento social (quando jovem) resulta em alterações comportamentais, como dificuldades de interação com outras pessoas, e também alterações cognitivas no ser humano. Quando um estudo foi feito em macacos rhesus, observou-se que eles possuíam complicações na memória também.  As alterações decorrentes do isolamento social, ocorrem principalmente nas regiões de substância branca do cérebro (aquelas regiões onde predominam os axônios com suas bainhas  de mielina, ou seja, local onde passam fibras que irão conectar vários neurônios dentro do cérebro), e principalmente, em uma região chamada córtex pré-frontal.

Sendo assim, um grupo de pesquisadores de Harvard pesquisaram se o isolamento social afetava, de alguma forma, a bainha de mielina. Para isso, eles utilizaram camundongos com idade de 21 dias, e deixaram eles isolados (um em cada gaiola) por 2 ou 4 semanas. Compararam esses camundongos com outros que viveram pelas mesmas semanas em condições normais, ou seja, com mais camundongos nas gaiolas.

Alguns dos resultados dessa pesquisa foram que os oligodendrócitos (as células responsáveis por produzir a bainha de mielina ao redor dos neurônios) dos animais isolados eram mais simples, com menos prolongamentos, com menos ramificações e a bainha de mielina se tornou mais fina. Além disso, houve redução na expressão de genes relacionados com a produção da bainha de mielina e mudanças na produção do neurotransmissor dopamina. Com tudo isso, que eles determinaram, é que, após um período crítico de isolamento social de camundongos jovens (que é de 2 semanas), a maturação de oligodendrócitos foi prejudicada. Isso tudo promoveu alterações de comportamento social e também afetou prejudicou a memória dos camundongos isolados.

Mas o que tem a ver os oligodendrócitos com os comportamentos sociais? Uma das coisas que pode ser levada em conta, é que a espessura da bainha de mielina fica menor, fato este que diminui a velocidade da condução do impulso nervoso dentro do axônio. Isso pode desencadear um processamento anormal da informação, o que culmina com comportamentos prejudicados e falta de memória. Uma outra possibilidade é de que as alterações na produção de dopamina estejam contribuindo para produzir alterações comportamentais e também alterações de memória.

Ou seja galerinha, a maturação de oligodendrócitos é dependente de experiência social! Por isso, futuros e atuais papais e mamães, proteção é importante, mas vamos com calma! As crianças precisam ter interação com outras crianças e outras pessoas para o correto desenvolvimento do seu sistema nervoso!

Fonte: Manabu Makinodan, et al. A Critical Period for Social Experience–Dependent Oligodendrocyte Maturation and Myelination. Science. 2012.

 

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Como o autismo age no sistema nervoso?

Vamos aqui listar algumas características da doença e como ela age no nosso sistema nervoso.

Uma pessoa autista, como muitos devem saber, possui certas dificuldades de se relacionar socialmente e emocionalmente com outras pessoas. Essa doença causa uma distorção precoce do comportamento, pois afeta áreas do cérebro como o hipocampo, cerebelo e o sistema límbico.

Crianças autistas evitam frequentemente muitas espécies de contato físico, e parte do motivo é que a informação sensorial proveniente do mundo à sua volta lhes chega depressa demais para que seus cérebos consigam processá-las. Elas se sentem subjugadas por esse excesso de estímulos sensoriais exteriores. Uma reação típica é fecharem-se ou tentarem escapar aos estímulos. Isso é causado pois as pessoas autistas levam mais tempo para processar uma informação sensorial do que uma pessoa não autista. Isso faz com que as informações sensoriais cheguem de forma fragmentada, causando então dificuldades de atenção.

Devido a esse atraso no processamento de informações, uma criança autista não pode transferir sua atenção dos olhos para o nariz e então para a boca da mãe em fração de segundos, como o faz uma criança não autista. Assim, essa criança não pode abranger de uma só vez um rosto inteiro, apenas partes. Fica fácil perder uma pista social, como um sorriso ou uma carranca. O resultado é que o autista recebe uma informação parcial a respeito do mundo a sua volta, e por isso essa informação é frequentemente confusa.

Algumas pessoas autistas possuem aptidões sensoriais normais, mas têm grande dificuldade em separar a informação importante do ruído. Não podem fixar prioridades para a multidão de sinais sensoriais que chegam ao cérebro. Para conseguir isso, as crianças autistas reagem exibindo comportamentos cujo objetivo primordial consiste em barrar o acesso da maciça e confusa sobrecarga sensorial. Fazem isso gritando, tapando os ouvidos ou correndo para refugiar-se num lugar tranquilo, evitando assim os ruídos.

Pessoas autistas podem se incomodar demais com as vestimentas, pois elas podem ser fontes de coceiras extremas. Podem também não gostar de serem abraçadas, por conta do excesso de informação tátil. As áreas do cérebro correspondentes as vias táteis mais afetados nos autistas são o lobo temporal, medula e tálamo. Pesquisas sugerem que durante o desenvolvimento do sistema nervoso dessas pessoas, ocorreu um número excessivo de neurônios nessas vias, fazendo assim com que o cérebro fosse sobrecarrecado de sensações.

Outros exemplos ainda podem ser os distúrbios alimentares. Crianças autistas enfrentam dificuldades alimentares, que resultam de problemas de processamento sensorial. Elas são, tipicamente, exigentes e difíceis de contentar, e mostram-se muitas vezes incapazes de tolerar a textura, cheiro, paladar ou som do alimento em suas bocas.

Com todas essas descrições, fica fácil entender agora a causa do isolamento social. Oras, se a informação sensorial chega rápida e impetuosamente demais para que a pessoa possa processá-la, uma reação natural é então evitar os estímulos opressivos.

Fonte: “O Cérebro um guia para o usuário” de John Ratey.

 

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